quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Carta para o concurso da escola :)


12 de Fevereiro de 2013
Meu AMOR,
Tem sido um verdadeiro inferno todo este tempo em que me encontro longe de ti, nada faz sentido, cada vez que passeio no jardim, dou por mim a recordar todos os momentos que partilhei contigo, todas as caricias, todas as palavras de amor, todas as juras que amor infinito, e agora depois de tanto tempo, depois de tantos momentos ao teu lado, derrubei tudo, parece que já nada faz sentido, o mundo para mim acabou, sem ti do meu lado parece que nem sei viver, as coisas mais simples do dia-a-dia tornaram-se naquilo mais doloroso que um ser humano pode carregar. Cada vez que me deito na cama, e me lembro de todas as trocas de afecto que nela ocorreram, lágrimas surgem sem parar, e já sei que nessa noite por muito que precise não conseguirei dormir. Cada casal que observo na rua, me faz lembrar o quão feliz fui do teu lado, faz-me lembrar as nossas brincadeiras, a forma parva como sempre me conseguiste por a rir mesmo quando o que eu mais queria era chorar. Cada vez que me sento no sofá, lembro-me das enumeras tardes que passamos a ver televisão, lembro-me de todas as vezes que me davas o teu apoio, o teu auxilio, lembro-me de quando eras tu a amparam-me, de quando me limpavas as lágrimas e de imediato me fazias sentir a melhor pessoa do mundo.
Nada disto faria sentido se não te escrevesse, se não te desse outra prova de que o amor verdadeiro existe e que tudo na vida não são rosas, as pessoas ao longo do tempo vão aprendendo com os erros, pois isso faz parte do ser humano, para mim, não chega escrever-te, não chega falar contigo, sinto uma necessidade louca de te tocar, de te poder provar, não apenas por palavras o que sinto, pois isto tudo é forte, é algo que nunca ninguém irá perceber.
Lembro-me como se fosse hoje, do primeiro dia em que te vi, do primeiro dia em que te beijei, do primeiro dia que te toquei, do primeiro olá que te disse, da primeira vez que nos entregamos um ao outro, do primeiro dia que te vi jogar, da primeira vez que almoçamos juntos, da primeira vez que te vi sorrir, da primeira vez te senti ali só para mim, da primeira vez que sonhamos juntos, da primeira vez que nos deitamos no sofá e ver televisão, lembro-me como se fosse hoje do primeiro dia em que te disse que te amava, e hoje, que estou aqui, sentada ao computador, a chorar enquanto escrevo, a soluçar de tanto chorar, sem saber no que isto vai dar. E certo que chorar todos choram, que errar todas as pessoas do mundo erram, mas é mais certo ainda que quem ama perdoa, e quem pede perdão recompensa.
Se mesmo depois de tudo isto continuares sem reacção para mim, ou com toda essa tua raiva, decerto que o destino não nos quer juntos e que tudo isto não passou de uma fase na vida de ambos, agora se realmente ficares como eu estou, todo o que nós tínhamos irá mudar e tudo o que já vivemos irá acontecer de novo, e desta vez sem que nada nem ninguém nos faça desertar. 

“Perdão e Desculpa são duas palavras tão banais no uso, que nem desconfiamos da diferença entre elas. Em um certo sentido, Perdão e Desculpa são palavras quase opostas. O Perdão nos diz "ok, você fez isso, mas eu aceito seu pedido de perdão; não jogarei isso na sua cara e seremos do mesmo jeito que éramos antes". Já a Desculpa, fala "eu percebo que você não podia evitar, sei que realmente você não queria fazer isso; você não é culpado". Assim, um ato falho sem culpa precisa de desculpa, e não de perdão. Da mesma forma, boas desculpas não precisam de perdão - já que o perdão exige culpa - e se você quer ser perdoado, não há desculpas para o que fez - pois pedir perdão é assumir a culpa.
Porém, isso não invalida a possibilidade de haver os dois ao mesmo tempo. O problema está em pedirmos desculpas para aquilo que exige perdão.”

Amo-te como nunca ninguém te amou!
Ps: és demasiado importante na minha vida para te deixar ir assim de um momento para o outro, sem a causa de tudo isto ser falta de amor, ou de carinho, não me sinto bem como o que fiz, mas sinto-me pior ainda sem te ter a meu lado.