quinta-feira, 31 de julho de 2014

Uma carta p'alguem

Barreiro, 31 de Julho de 2014

  Saudações de parte, nunca foram precisas, entre nos nunca houve aquele beijo de bom dia ou o de despedida. Nunca se deram porque nunca foram precisas, o primeiro beijo foi quando achava que podia pintar o céu de outra cor e o ultimo já achava que podia calçar os sapatos da mãe.
  A despedida pareceu leviana, mas ainda hoje penso que seria diferente, estas longe, muito longe, num sitio certamente diferente deste, acompanhado dos teus amigos. A despedida, foi apenas um até já, porque mais tarde irei fazer-te companhia e irei estar contigo como já estive antes.
  É difícil ver todos os outros ainda com quem mais amam e eu estar no impasse, dividida entre dois mundos, tão distintos como a água e a terra. É difícil comemorar todas as minhas vitórias sem determinadas pessoas, sem determinados colos que agora poderiam ser importantíssimos como o teu.
  Apoio, afeto, auxilio, carinho, defesa, ombros amigos, sorrisos e abraços, nunca me faltaram, mas tenho presente uma imagem que não posso igualar, natais e aniversários que não posso festejar da mesma forma. Faltam pessoas que partiram, pessoas que me completavam.
  Desculpa se foi pouco o tempo que estive contigo, mas ainda hoje sinto que mesmo pouco, foi o tempo suficiente para poder ter um pouco de ti em cada atitude que tomo.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Se é?

Se é estranho? Admito que talvez seja. Se ninguém compreende? Digo que não é para compreender. Se não se explica? Eu digo que não há maneira como. Se é o verdadeiro? Digo-te que sofro porque sei que não te tenho. Se é difícil? Digo-te que chego até a chorar. Se é medo? Eu digo-te que é mais falta de coragem. Se é verdade? Eu digo-te que é realmente. Se é algo? Eu digo-te que chega a ser algo demais. Se realmente te amo? Eu digo-te que amor ainda não é, mas que amor poderia vir a ser. 

Leonor Silva 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

(Falta) A Coragem


“O que achavas se te disse-se que todas as noites sonho contigo? E se te disse-se que sinto a saudades de falar contigo? E se te disse-se ainda que desde o primeiro instante achei que eras diferente, que tinhas algo que despertou a minha atenção? E ainda que tentei me afastar mas que todos os acontecimentos do meu dia têm, por associação, me têm levado até ti? Pois é, ficarias certamente sem qualquer reacção, eu também ficaria se recebe-se uma mensagem destas, com uma declaração inoportuna, mas sinceramente não há o momento certo. Tentei enviar-te essa mensagem em outro momento, noutra situação, com outros propósitos, mas simplesmente não consegui. Tentei até mudar o meu pensamento, e ser eu desta vez a arriscar, mas mais uma vez surgiu o medo e a falta de coragem. Porque? Não sei, só sei que sempre que tentava enviar-te uma mensagem, era invadida por um aperto no peito e era então que surgia uma lágrima por falta de capacidade para correr atrás do que eu realmente quer(o)ia.  Desculpa …”

                                          


  Foram muitas as vezes que corri até ao telemóvel, que escrevi tudo o que sentia e que simplesmente não tive coragem para enviar. Não me faltavam palavras, não me faltavam expressões, até já aprendi que não importa como começar, importa apenas começar. Mas mesmo com tudo o que realmente era preciso, contínuo com falta de coragem, já a escrevi, já a estive para enviar, já me convenci que se não lutar, nunca irei ter nada, mas também já sofri e isso segue de exemplo para tudo o resto. E agora? Se calhar resta-me perguntar-me a mim mesma todos os dias, se valerá a pena clicar no botão “enviar” ….

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Como Começar?

 
    Como começar? É esse mesmo o meu maior problema. Não é o que escrever, como escrever, para quem escrever. Não são as palavras que hei-de usar ou a forma como as utilizar. Não é ausência de imaginação, de sentimento ou de emoção. Não é dificuldade na escolha das palavras e muito menos dificuldade em exprimi-las. O problema é somente começar, agarrar no papel e numa caneta e escrever a primeira palavra. Será falta de convicção? Será falta de confiança? Será medo da tua reacção? Não consigo definir nenhuma explicação plausível para não conseguir começar.
   Gostava de ser como os outros e conseguir sentar-me diante do papel e escrever à cerca da pessoa que me tem feito sonhar acordada. Gostava de ter a coragem dos loucos apaixonados para poder confessar a alguém a forma como penso nela todos os dias. Gostava de ter confiança em mim e no meu instinto para professar palavras certas em momentos oportunos. Mas mais uma vez surge o problema de como começar.
   Dizem os outros, que é fácil de descrever os sentimentos, que são emoções que rapidamente se transportam para o papel, de certo não discordo mas por completo não concordo, porque existe sempre a sombra do problema, de como começar.

   É esse o mesmo problema que tenho quando me pedem para dizer o que sinto e é também esse  problema que tenho quando é necessário exprimir uma opinião, não quer dizer que o sentimento não exista, ou até que não  tenha opinião, segue apenas mais uma vez um só único problema.  Como começar?

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aprendi

     Com o passar do tempo aprendi que não podemos confiar em toda a gente, aprendi que nem todas as pessoas merecem o nosso sorriso, aprendi que coisas bonitas como o “verdadeiro amor” não se encontram de o dia para a noite, aprendi que todas as coisas que nos acontecem na vida são dolorosas mas que nem todas merecem as nossas lágrimas, aprendei que nem todas as pessoas são boas e que nem todas são capazes de assumir os seus erros.
   Com o passar do tempo aprendi que devia dar mais valor as pequenas coisas, aprendi que nem todas as pessoas são minhas amigas, aprendi que tudo tem um duplo significado, aprendi que não é por gostar de uma pessoa e a tratar bem, que ela vai sentir o mesmo por mim, aprendi que ter ciúmes é uma consequência de quando se gosta, aprendi a ser feliz sem fazer com que essa felicidade dependesse de alguém.

    Aprendi essas e tantas outras coisas, mas devia ter aprendido de uma vez a não me apaixonar por quem sinceramente não merece .



terça-feira, 18 de junho de 2013




“Sabes que podes contar sempre comigo”, “ Espero que escolhas o melhor para ti”, para ti podem ser simples frases ditas da boca para fora, sem qualquer sentimento ou razão de ser, mas o mesmo não aconteceu com o efeito que elas tiveram em mim. Foste especial desde o primeiro dia que te vi, tornaste-te uma pessoa diferente de todas as outras, pela maneira como falavas comigo e de mim, começas-te a ser indispensável no meu dia-a-dia e hoje posso dizer que sinto a falta de falar contigo a todo o instante.

Desculpa se foi pouco inteligente ter-me afastado de quem sempre me fez feliz, mas por vezes temos de nos afastar, não porque não gostemos da pessoa, mas sim porque gostamos demasiado e sabemos que a vamos magoar, isto é ver quem se gosta a sofrer por nós é a pior sensação que qualquer ser humano pode sentir.

sábado, 18 de maio de 2013

Ensinamentos da vida


  Passei horas, passei dias, passei meses agarrada ao telemóvel à espera de um telefonema ou de uma simples mensagem. Passei noites a fio a chorar por não te ter ao meu lado, chorei pelo desprezo, pela falta de carinho, chorei pela ausência, e pela despreocupação. Passei momentos de angústia, de stress, passei momentos em que achei que nada valia a pena, quis acabar com todo o sofrimento logo naquele instante, pois parecia que havia sempre algo que me derrubava a cada dia que passava. Sentia-me mal comigo, com os outros e com o mundo, refugiei-me no meu quarto, pensando que só la estava segura, mas nem la o choro parava, ou o pensamento voava para outro lado.
Todo esse sofrimento parecia não ter fim, todas as pessoas me diziam que havia mais peixe no mar, e mais pássaros por aí a voar, mas eu queria só um, só aquele. Mas ao longo de ainda mais tempo, houve uma pessoa, apenas uma pessoa que com um simples “mana, eu amo-te” me fez pensar, me fez ver que apenas um rapaz merecia todo um sofrimento, e esse rapaz era ele, já me fez crescer, nem ele imagina o quanto, foi ele que me tornou no que sou hoje, e é com ele que eu aprendo todos os dias. E Porque? Porque é forte, porque nem mesmo com o seu problema baixou os braços, porque luta todos os dias contra tudo e contra todos, porque para mim, apesar de ainda não ter idade, nem mentalidade para isso, é um homem.
A vida ensina-nos muitas coisas, e, principalmente quem menos esperamos da-nos uma simples palavra que nos faz pensar e voltar ao inicio. Agora, aquele rapazinho que me fez sofrer, que me fez sentir a pior pessoa no mundo, quer que eu volte a ser, quem eu sempre fui, irónico porque foi ele que me tornou numa pessoa fria, foi ele que me magoou, foi ele que depois de tanto tempo ao meu lado não me quis sequer ouvir, foi ele que chamou nomes, desprezou, gozou e mandou embora.
Mas como pensar positivo sempre foi a minha escolha, vou pensar que ele aprendeu  que tudo isto também o mudou, e espero que seja feliz, pois não desejo mal a ninguém. E ao amigos, que agora falam porque é ele que sofre, espero que tenham lido as entre linhas, e que nunca mais digam que não sou suficientemente boa para ele, porque ninguém é melhor que ninguém, apenas somos todos diferentes.