Barreiro, 31 de Julho de 2014
Saudações de parte, nunca foram precisas, entre nos nunca
houve aquele beijo de bom dia ou o de despedida. Nunca se deram porque nunca
foram precisas, o primeiro beijo foi quando achava que podia pintar o céu de
outra cor e o ultimo já achava que podia calçar os sapatos da mãe.
A despedida pareceu leviana, mas ainda hoje penso que seria
diferente, estas longe, muito longe, num sitio certamente diferente deste,
acompanhado dos teus amigos. A despedida, foi apenas um até já, porque mais
tarde irei fazer-te companhia e irei estar contigo como já estive antes.
É difícil ver todos os outros ainda com quem mais amam e eu
estar no impasse, dividida entre dois mundos, tão distintos como a água e a
terra. É difícil comemorar todas as minhas vitórias sem determinadas pessoas,
sem determinados colos que agora poderiam ser importantíssimos como o teu.
Apoio, afeto, auxilio, carinho, defesa, ombros amigos,
sorrisos e abraços, nunca me faltaram, mas tenho presente uma imagem que não
posso igualar, natais e aniversários que não posso festejar da mesma forma.
Faltam pessoas que partiram, pessoas que me completavam.
Desculpa se foi pouco o tempo que estive contigo, mas ainda
hoje sinto que mesmo pouco, foi o tempo suficiente para poder ter um pouco de
ti em cada atitude que tomo.
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