domingo, 17 de março de 2013

Partir ou ficar


Peguei em tudo, balancei-me entre o partir e o ficar, pensei no que realmente seria melhor para mim, e a nenhuma conclusão cheguei. Sentei-me revi o meu passado, olhei o meu presente e conclui que o meu futuro dependia disso, mas no mesmo instante percebi que se o meu passado me prende pelas atitudes o meu futuro me ira prender pelas saudades.
Foi ai que voltei ao escritório, peguei na caneta que mais gostava, e sobre uma folha de papel descrevi todos os meus sentimentos, os de angústia por não saber o que fazer, os de felicidade por ter descoberto quem realmente merece o meu apoio, os de saudade,  por querer ter tudo de novo para mim, mas nenhum desses sentimentos me ajudaria a escolher o que era melhor para mim. Posei a caneta, peguei no telemóvel e em instantes só se ouviu o som das teclas, escrevi tudo o que sentira novamente, mas desta vez algo iria mudar, pois iria ser a ultima vez que ira lutar pelo que me movia por dentro, pelo que realmente faz o meu coração bater…
Esperei horas, dias ou até mesmo semanas e nenhuma resposta aquela mensagem tivera recebido, foi ai que peguei em tudo o que tinha, embrulhei todos os utensílios, desde a roupa até á decoração mais pequena que se encontrava no meu quarto, peguei no bilhete de avião, e segui rumo até ao aeroporto.
Desta vez já sentada no banco número 7 da fila 3 do avião com destino a Nyc, enviei a ultima mensagem, aquela em que me despedia dizendo que coisas maiores me moviam, e que só tu me prendias ali, e visto que já nem a ti te tinha, nada ali me prendia…
No entanto o destino apenas brincou, esperei todos aqueles dias, porque o tal homem que me prendia ira também partir naquele mesmo avisão, na mesma fila, e no lugar ao lado do meu, quando me apercebi de tudo o que tinha acontecido, o sentimento que nutria em mim, era a felicidade. A proposta que me fora feita, aquela que me fez balançar entre o partir e o ficar, fora feita também aquele que um dia me fez a mulher mais feliz do mundo, e íamos partir os dois, a procura de um novo rumo para cada uma das nossas vidas, o mais fantástico é que partimos juntos, e já noutro pais onde ninguém nos conhecia, a não ser os novos colegas de trabalho, fomos realmente felizes.
Agora sentada no meu novo sofá, na minha nova casa, penso que se eu não lutar pelo que realmente quero nada me virá parar as mãos, mas o que realmente tem de ser meu, seja como for, ou pelo que for, virá ter comigo na altura e no local certo.

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